“Crescei e multiplicai-vos”, ou seja, “Mulheres, engravidem e deem à luz!”.
O assunto é velho! Velho não, arcaico! O começo de tudo.
Antes de Maria parir Jesus, os homens da pré-história já estavam em suas cavernas colocando filhos no mundo.
Sem gravidez não há parto e sem parto não há vida!
Como ninguém tinha pensado antes em um espetáculo sobre o assunto?
Afinal, uma grávida é sempre um evento!
Em todas as culturas e religiões, a mulher tende a ser vista como sagrada por ter a capacidade de gerar a vida.
Porém, analisando a origem da palavra “grávida” em diferentes idiomas, percebemos que nem sempre a conotação é positiva.
Em espanhol, por exemplo, “embarazada” carrega o significado de estar enrolada, enforcada ou em situação constrangedora.
Em português, a relação direta é com a gravidade.
Pode ser com a força da gravidade, mas também com a “carga” que a mulher carrega.
Em francês “grossesse”. De graxa, gordura, banha, GORDA! Mas usam também “enceinte”, isto é, “área protegida”, termo que remete ao sagrado, visão semelhante à dos judeus em relação à gravidez.
A possibilidade da vinda do verdadeiro messias faz com que o estado de espera pelo filho seja a fase mais importante da vida da mulher judia.
A dualidade e discrepância de tudo o que envolve uma gravidez são tamanhas, que realmente não teria como ser algo destinado aos homens.
Por uma questão de preservação da espécie, nos foi concedida essa tarefa.
Eles cometeriam suicídio no primeiro enjoo. Deus nos reservou, de fato, o que há de mais dolorido, pois somos SIM mais resistentes.
E como tudo aconteceu até chegarmos ao PALCO, altar do meu templo?
Vocês saberão ouvindo os meus “causos”.
Meus não! De muitas, muitas mulheres.
Foram tantas as histórias que para chegar ao que vocês verão e ouvirão foi um parto.
Meu filho está aí para ser dividido com todos vocês.
O MEU ESPETÁCULO. O NOSSO ESPETÁCULO.